Transtorno do Espectro Autista: cuidar e conviver em harmonia
Desde 2007, o dia 2 de abril é dedicado à conscientização sobre o autismo. Foi uma iniciativa da Organização das Nações Unidas diante do grande aumento de casos diagnosticados ao redor do mundo. Combater o preconceito e trabalhar pela inclusão das pessoas com Transtorno do Espectro Autista são as prioridades dessa campanha.
Nós, aqui do Shopping Interlagos, apoiamos essa causa, e oferecemos uma sala de descompressão ou sala de acomodação sensorial, um espaço especialmente projetado para pessoas com TEA, para ajudar a lidar com a sobrecarga sensorial, a acalmarem-se e a recuperar o equilíbrio num ambiente tranquilo e seguro. O espaço fica no piso Intermediário, próximo à academia e ao fraldário e funciona todos os dias das 10h às 22h.

Quer saber mais sobre esse tema? Vamos reproduzir aqui alguns pontos da cartilha produzida pelo Instituto Olga Kos, uma entidade sem fins lucrativos reconhecida pela excelência do seu trabalho na inclusão social e cultural de pessoas com TEA, auxiliando em seu desenvolvimento e integração. Aproveite a leitura e defenda você também essa causa.
Como reconhecer o TEA
O autismo é uma condição que afeta o desenvolvimento neurológico da pessoa. Compreender a situação é o primeiro passo para cuidar. Entre as manifestações mais comuns do TEA estão dificuldade de comunicação e interação social, atraso no desenvolvimento motor, hipersensibilidade sensorial e comportamentos metódicos ou repetitivos.
Já na infância, alguns sinais podem facilitar a identificação do transtorno. Quando a criança não estabelece contato visual, não aponta objetos e não responde ao ser chamada pelo nome, a família deve procurar ajuda, buscando um diagnóstico confiável. Nem sempre se trata de TEA, mas se isso for confirmado o auxílio profissional pode ajudar a estimular o desenvolvimento da criança.
A importância do convívio

Tão ou mais essencial do que o apoio profissional, é a preparação de quem vai cuidar e conviver com portadores de TEA. Carinho e compreensão são fundamentais. Por mais que o diagnóstico possa ser assustador, é preciso acreditar que a pessoa com TEA pode sim, ser produtiva e participar das mais diversas atividades ao longo da vida, desde que se respeite o seu modo de ser, sua individualidade. Para isso, entender seu modo de se comunicar é um passo importante. Não segregar é um ato de amor.
O TEA não tem cura. Com apoio especializado, busca-se aumentar a autonomia e desenvolver habilidades que possibilitem a comunicação e a interação com o ambiente. Quanto mais cedo se faz a estimulação, melhores as possibilidades de desenvolvimento pessoal e interpessoal. Atividades artísticas, manifestações sociais e cognitivas, atividades físicas também favorecem a inclusão, abrindo caminhos alternativos de expressão e gerando novos estímulos.
Mitos e verdades sobre o TEA

– Pessoas com TEA não se comunicam
Essa é uma teoria superada. Cada vez mais se observa a capacidade de interação e de convivência da pessoa com TEA. O importante, como dissemos, é entender e respeitar o modo de ser de cada um. Elas costumeiramente buscam se aproximar de outras pessoas, demonstrando preferências, a seu modo, estabelecendo assim ligações afetivas.
– Pessoas com TEA balançam objetos repetidamente
Movimentos repetitivos podem ser observados em quem tem TEA. Mas não impedem que elas desenvolvam outros movimentos. Algumas pessoas podem ter um ou mais sentidos aguçados. Quando isso acontece, suas reações podem ser intensas, já que a sensibilidade pode tornar insuportáveis estímulos como o barulho ou um cheiro ruim.
– Crianças com TEA tem de ter escolas especiais
Crianças com TEA devem frequentar escolas comuns e devem ter suas necessidades específicas atendidas por atendentes especializados, como está previsto na lei. O TEA não impede que a pessoa aprenda e se desenvolva, não há barreiras intransponíveis, embora a dificuldade de relacionamento interpessoal desses estudantes por vezes represente um desafio para familiares e professores que devem buscar caminhos para estabelecer ligações afetivas e relacionamentos.
– Pessoas com TEA não podem trabalhar
É outra inverdade. Adultos com TEA estão inseridos no mundo do trabalho e, muitas vezes, apresentam habilidades específicas mais desenvolvidas, como boa memória e capacidade para perceber padrões, o que facilita suas atividades profissionais.
O Transtorno de Espectro Autista ainda hoje é cercado de estereótipos. Muitos que sequer condizem com a realidade, mas alimentam o preconceito e a exclusão. Por isso, informação é essencial para ajudar na integração, assegurar o desenvolvimento e garantir qualidade de vida a quem tem TEA. Entre você também nessa corrente do bem.


